Família denuncia Santa Casa de Barretos por possível negligência médica

Família denuncia Santa Casa de Barretos por possível negligência médica

A família de Gilliard Guimarães de Paula de 36 anos, que infelizmente faleceu no último final de semana, onde se encontrava internado pela Santa Casa de Barretos, procurou a nossa equipe para fazer uma denúncia grave, uma possível negligencia médica ocorrida no hospital.

Com registro de fotos e imagens feitas pela própria família, eles mostram momentos de descaso no atendimento, demora entre outras irregularidades que deverão ser apuradas pela justiça.

Sensibilizados com a dor da família, nossa equipe foi até a Santa Casa onde estavam a mãe de Gilliard a Dona Clara, seus irmãos Jhonata e Juliane e o filho de Gilliard de 16 anos que também leva o nome do pai.

Pedimos então a Jhonata e Juliane irmãos do paciente que nos contassem a história desde o acidente até o momento.

Jhonata começou o relato, onde no dia 7 de setembro do ano passado, o irmão sofreu um acidente grave na cidade do Rio de Janeiro, onde teve ferimentos graves e sequelas.

Foi o início da primeira luta, trazer Gilliard para Barretos, e através de uma medida judicial e com apoio de poucas pessoas, foi possível trazer o paciente para Barretos.

Com a chegada em Barretos a família foi indagada na escolha se queriam prolongar o tratamento ou que em poucos dias todo aquele sofrimento acabasse.

Num gesto de amor, e fé, a família disse que queria que Gilliard fosse tratado.

Por 10 meses a família lutou para um suporte de vida para Gilliard, porém nos últimos meses foram mais difíceis onde a família afirma que a equipe de enfermagem sempre fez o possível, porém a equipe médica vinha deixando a desejar, e na noite do dia 25 começou o drama da família e a possível negligência médica.

Jhonata relata que o irmão estava muito mal com sinais vitais sendo comprometidos, onde o enfermeiro havia acionado o médico, porém não compareceu.

Juliane relatou que na manhã do dia 26 ao chegar e ver a situação do irmão já sem medicação por não conseguirem pegar uma veia, tentou questionar uma das médicas para ajudar, e somente após foi levado o paciente para emergência e posteriormente para a UTI, porém na noite do dia 26, o paciente teve alta e foi encaminhado para o quarto.

O médico da UTI foi questionado se seria caso de dar alta pois Gilliard não estava bem, onde o médico garantiu que o atendimento seria feito no quarto.

Na manhã do dia 27 vendo a situação do Gilliard se agravar, inclusive com uma sonda vazando, a família pedia a todo momento ajuda a médicos e infelizmente não tinham no momento exato.

Após muitas tentativas foram informados que o paciente teria que passar por uma avaliação da equipe de cirurgia, e que seria feito somente na segunda-feira.

Piorando seu estado cada vez mais, na manhã de domingo Gilliard piorou, passou muito mal, a mãe que estava acompanhando teve que sair do quarto e sem saber o que estava acontecendo só viu quando levaram o filho para UTI.

Mesmo no estado que Gilliard a família sabia que em algum momento ele iria partir mais não dessa forma com a falta de atendimento.

A esperança e força vinha dos olhos de Gilliard, em vídeos foram registrados ele se comunicando com a irmão através dos olhos, piscando para responder.

Toda essa esperança se encerrou ainda no domingo, quando infelizmente após todos os acontecimentos narrados e registrados pela família, Gilliard veio a óbito na Santa Casa.

Jhonata relata ainda quem nem mesmo nesse momento eles tiveram um atendimento humano, onde Dona Clara chegou a passar mal e nem água ou mesmo um lugar para que pudesse sentar e se estabilizar foi oferecido.

Á família finaliza que somente acionou a reportagem para que outras famílias não sofram o que eles estão sofrendo, e para que a Santa Casa de Misericórdia de Barretos faça jus ao nome que hoje de misericórdia infelizmente não tem nada.

Os irmãos ainda agradeceram toda a equipe de enfermagem do hospital que foram com anjos na vida deles, pois todos sabiam que a qualquer momento Gilliard poderia partir, mais que que fosse com dignidade e não da forma que ocorreu por falta de apoio médico.

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